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História da feijoada

06/09/2016
Notícias, Rio Tour

A feijoada é um dos pratos típicos mais conhecidos e populares da culinária brasileira. Composta basicamente por feijão preto, diversas partes do porco, linguiça, farinha e o acompanhamento de verduras e legumes, ela é comumente apontada como uma criação culinária dos africanos escravizados que vieram para o Brasil. Mas seria mesmo essa a história da feijoada?

A história original, se confunde com o passado histórico do feijão. O feijão preto utilizado na receita, tem origem sul-americana e de acordo com relatos do período colonial, os índios já se alimentavam desse tipo de feijão. Eles eram conhecidos pelos guaranis como comaná, comanda ou cumaná. Porém, o nome feijão que conhecemos hoje, é de origem portuguesa e o termo foi escrito pela primeira vez no século XIII, em Portugal. Era popularmente conhecido como feijão fradinho (bem diferente, do feijão preto). Isso mostra, que o feijão fazia parte tanto da comida dos portugueses, quanto dos indígenas e outras culturas. Somente após o século XVI outros tipos de feijão começaram a surgir na colônia como o africano e o brasileiro. Foi assim, que o feijão preto, começou a fazer parte das comidas portuguesas.

Mário de Andrade apresentou essa perspectiva em seu conhecido livro “Macunaíma”, de 1924, durante um festim na casa do fazendeiro Venceslau Pietro Pietra, no qual participou o anti-herói. De acordo com Dória, a cena seria uma alegoria da cozinha nacional e das diversas etnias que entraram em contato no Brasil.

Vinicius de Moraes também versou sobre a feijoada, em seu poema “Feijoada à Minha Moda”, retratando ao final a cena de difícil digestão do prato: Que prazer mais um corpo pede/ Após comido um tal feijão?/ — Evidentemente uma rede/ E um gato para passar a mão…